Carolina Bianchi 

Eu sou diretora de teatro, dramaturga e performer. 

Minha pesquisa habita espaços entre teatro, performance e a dança, lidando com questões relacionadas ao patriarcado, à fantasmagoria, mitologia, pactos históricos, gênero como crise, herança colonial e erotismo exacerbado.

 

Estou interessado em práticas físicas que convergem absolutamente com o imaginário, numa tentativa de interferir na linha histórica e na tentativa de desestabilizar a ordem capitalista patriarcal. 

 

Minhas práticas de trabalho envolvem a escrita, levitação de facas, fazer sexo com fantasmas, fazer sexo com edifícios, conjurar imagens, comunicação telepática, ser possuída pela linguagem, ressuscitar performances, aprender a linguagem do diabo e cantar para a força.

 

Atualmente estou baseada entre Amsterdã, na Holanda e São Paulo, Brasil.  Estou no primeiro ano do Mestrado no DAS Theatre da Universidade de Artes de Amsterdã (através da Bolsa Orange Tulip).

 

Nos últimos anos meus trabalhos foram criados em parceria com diversos artistas multidisciplinares, alguns parceiros de longa data, e outros artistas convidados a partir de residências.  A este coletivo de artistas dei o nome de CARA DE CAVALO. Sob este formato, eu concebi: O Tremor Magnífico (2020), LOBO (2018), a performance Quiero hacer el amor (2017), e a palestra Mata-me de Prazer (2016). Agora, estou trabalhando na minha nova peça CADELA FORÇA, com estreia para 2022. 

 

Formei-me em 2008 na Escola de Arte Dramática (EAD / ECA-USP), e desde então tenho colaborado com muitos artistas. Fiz parte da residência de dramaturgia Panorama Sur em Buenos Aires em 2017. Meus trabalhos circulam por Festivais Internacionais no Brasil (MIT SP, Porto Alegre em cena, Cena Brasil Internacional/RJ). LOBO foi convidado a se apresentar no NY Skirball em Nova Iorque em abril de 2020, para temporada cancelada em decorrência da pandemia global.

Outras trabalhos: Gênera (texto de Keli Freitas), Utopyas to every day life (instalação coreográfica de longa duração em parceria com a bailarina Flávia Pinheiro), Rêverie (co-criação com Morena Nascimento para o festival PINA 40, em Dusseldorf, Alemanha). Conduzi os workshops Hardcore from the heart - práticas porno-coreográficas, Manifesto de um corpo delirante (sobre a pesquisa para Mata-me de prazer), O colapso do maravilhoso e um laboratório de escrita, A escrita Incandescente. Realizei a residência A rebelião de Artemísia, aonde formei o elenco de 16 performers com quem trabalhei em LOBO. 

Durante dez anos trabalhei à frente da Cia. dos Outros, grupo teatral de São Paulo com quem criei os espetáculos Solos Impossíveis, A pior banda do mundo e Corra como um coelho. Como performer colaborei com artistas como Carolina Mendonça, Martha Kiss Perrone, Antonio Araujo  e Tiago Rodrigues. Alguns dos meus textos encontram-se em publicações independentes como O TREMOR MAGNÍFICO (2020) e Revista Janelas de Dramaturgia (Belo Horizonte, 2019) e a publicação pornô VULGAR (2020).

O Tremor Magnífico 

São Paulo 2020

Mayra Azzi