Mata-me de Prazer

SESC Santana, 2018 

Mayra Azzi

MATA-ME DE PRAZER

É um estudo ficcional que revela um país que, após sofrer uma série de tragédias geológicas, se desprende do continente e passa a navegar pelo oceano. Sua população entra em uma frequência erótica extrema que implica na prática do sexo durante a maior parte do tempo. Com o passar dos dias, iniciam um processo acelerado de transformação da linguagem: passam a se comunicar por telepatia, se teletransportam e conseguem ter premonições do futuro. Seu êxtase vai chegando ao extremo e nesse ponto a morte é inevitável.

Concepção, direção, texto e performance: Carolina Bianchi

Música na versão Estudo Oral: Tom Monteiro

Música na versão de 2016: Lucas Vasconcellos


Técnica de som: Joana Flor


Luz: Alessandra Domingues

Direção de arte: Tomás Decina

Figurino: Lu Mugayar e Carolina Bianchi

Produção: AnaCris Medina e Jasmim Produção Cultural

Mata-me de prazer estreou em janeiro de 2016 na Oficina Cultural Oswald de Andrade em SP e se apresentou em diversos festivais como Questão de Gênero (Sesc RJ), Cena Brasil Internacional (CCBB RJ), In LOQUS mostra de performances e nos Sescs Santo Amaro e Vila Mariana (São Paulo).

DUAS VERSÕES

O trabalho estreou em janeiro de 2016 em São Paulo no formato de uma “palestra performance”, em que a palestrante aos poucos ia se revelando vítima dos acontecimentos fantásticos eróticos que aconteciam na sua própria palestra.

 

“Nessa primeira versão estávamos eu e Lucas Vasconcellos, compositor e multi instrumentista. Eu precisava usar muitos objetos e performar com eles nessa altura. Meu corpo precisava estar implicado. Mas o que aconteceu foi que não consegui escapar da representação que parecia forjar um estado muito antagonista ao Eros em questão naquela narrativa.

Portanto, em 2018 resolvi fazer uma outra versão desse trabalho, um estudo oral. Uma transa da palavra e do som. Convidei o músico Tom Monteiro pra me acompanhar. Eu estava sentada a ler o texto e através das palavras buscar alguma sensação próxima ao êxtase do Eros. A palavra e o som criando frequências de transe que me deixavam mais distante da representação e sendo assim, mais próxima dos sentidos do erotismo e do mistério que envolvem essas dinâmicas”. [Carolina Bianchi]

 

Ao longo de 2016 foram realizadas oficinas chamadas de "Manifesto de um Corpo Delirante", em que práticas e problemas que acompanharam Carolina durante a criação e apresentações do trabalho eram compartilhados. As oficinas aconteceram em diversas cidades brasileiras como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e Recife.

 

Mata-me de prazer é o trabalho que inaugura a Cara de Cavalo.

Mata-me de prazer

Primeira versão (2016)

Murilo Basso

 

Mata-me de prazer

Estudo Oral (2018/2019)

Mayra Azzi

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